A Bela Rivendell



Rivendell é um dos últimos redutos élficos na Terra Média localizado em um vale, por onde corre o rio Bruinen, esse é um local de paz e beleza, onde muitos conhecimentos e histórias dos elfos e dos homens foram preservados. Ali vive Elrond Peredhil, o senhor de Imladris (outro nome de Rivendel que também é conhecida pelo nome de "Karningul" em Westron).
Elrond é um senhor nobre, de belas feições, forte como um guerreiro, sábio como um mago, venerável como um rei dos anões, generoso como o verão. É irmão de Elros, filho de Eärendil e Elwing, respectivamente um homem mortal e uma elfa sendo portanto um meio-elfo, e por isso foi-lhe dada, assim como a seu irmão, a opção de escolha entre a vida élfica ou a mortal. Elrond optou por tornar-se elfo, Elros optou pela mortalidade dos homens.
Elrond fundou Rivendel no ano de 1697 da segunda era, após Sauron ter devastado Eregion, com o intuito de criar uma fortaleza que pudesse resistir às forças de Sauron. Foi em Rivendell que, no final da segunda era, reuniram-se os exércitos da Última Aliança, comandados por Elendil e Gil-Galad, de onde partiram para Mordor, numa batalha que culminaria na derrota de Sauron, morte de Gil-Galad, Elendil e seu filho Anárion.
Isildur, irmão de Anárion e naturalmente filho de Elendil, tomou o Anel de Sauron e foi morto anos depois em uma emboscada de orcs. Porém sua linhagem foi preservada em Rivendel, onde sua esposa e seu filho permaneceram salvos, junto com os tesouros da Casa de Isildur: o cetro de Annúminas, a Elendilmir, o Anel de Barahir e os fragmentos de Narsil.


Por volta de 1300 Kamul,o senhor dos Nazgûl estabeleceu em Eriador o domínio de Angmar, que batalhou contra os homens de Arnor e as forças de Rivendell, sendo derrotado muito mais tarde.
Graças à acção do anel de Elrond, Vilya, Rivendell tinha características especiais, tais como um retardo na passagem do tempo e uma sensação de bem-estar e vigor renovado sentida por seus habitantes. Os efeitos do anel élfico ainda podiam ser maiores, envolvendo também a cura, como no caso da cura de Frodo ou nas palavras do próprio Bilbo: "Um pouco de sono traz uma grande cura na casa de Elrond, e cura o mais que puder..".


No ano de 2941 Gandalf, Bilbo e os 13 anões que o acompanhavam Thorin Escudo de Carvalho a Montanha Solitária chegaram a Rivendell. Não puderam permanecer muito tempo no reino élfico, mas puderam desfrutar de momentos de paz e tranqüilidade que já não existiam em outro lugar da Terra Média. E, apesar do pouco tempo, a visita foi suficiente para despertar em Bilbo um grande amor por Rivendell, aonde viria a morar muitos anos mais tarde.
Surgida de remanescentes de Eregion e Lindon, Rivendell, que contava com muitos noldor entre seus habitantes, tornou-se um centro de tradição eldarin na Terceira Era.

Arwen Undómiel




Dentro do universo de fantasia criado por J.R.R. Tolkien, Arwen Undómiel foi mulher de Aragorn, filha de Elrond e Celebrían, nascida em Imladris e por algum tempo viveu em Lothlórien, com seus avós, Galadriel e Celeborn.
Arwen era extremamente parecida com Lúthien, de quem era parente, e conheceu Aragorn na floresta de Imladris enquanto caminhava. Ela acabou renunciando a sua imortalidade élfica por este amor e casou-se com Aragorn II Elessar em Minas Tirith com a bênção de Elrond, tornando-se assim a rainha dos reinos de Gondor e Arnor. No filme "O Senhor dos Anéis", foi interpretada pela atriz Liv Tyler.
Arwen teve um filho, Eldarion, e outras filhas. Após a morte de Aragorn, retornou a Lórien, onde passou os últimos anos de sua vida sozinha.




"Eles já foram homens, Grandes reis dos Homens" - Os Nazgûl



Os Nazgûl (da Língua Negra de Mordor: Nazg "anel", e Gûl, "Espírito", "Espectro") foram, nas obras de fantasia criadas por J.R.R. Tolkien, os nove "Cavaleiros Negros", uma vez homens, mas corrompidos por Sauron com os nove anéis do poder. Transformaram-se em servos completamente fiéis do Senhor da Escuridão por toda a Segunda e Terceira Era, dependentes do Um Anel para continuarem a existir. Diz-se que dos nove Nazgûl pelo menos três eram Numenorianos Negros.


Os Nazgûl foram grandes reis dos homens que receberam nove Anéis de Poder. Com a forja do Um Anel, eles se tornaram escravos involuntários de Sauron e, eventualmente, seus principais tenentes. Depois de muitos anos o efeito dos anéis os transformaram em espectros invisíveis para todos menos para Sauron e para quem usasse o Um Anel. Eles viajaram para o exterior cobertos com capas pretas e armaduras de prata que lhes deu forma. Eles eram considerados como os "... servos mais terríveis" de Sauron, sendo o mais notável entre eles o Rei bruxo de Angmar, o guerreiro mais mortal das forças de Mordor.


Dentre os nove Nazgûl existentes apenas dois tem seus nomes conhecidos: Morgomir, a Sombra do Oeste (introduzido no jogo 'Battle for Middle Earth II: Rise of the Witch King da EA Games), um Espectro do Anel menor que foi um segundo Rei Bruxo na conquista de Arnor e Khamûl, o Senhor do Leste, que governou Dol Guldur após Sauron mover-se rumo a Barad-dûr.


Aos Nazgûl sem nome foram dados nomes não oficiais, tais como The Undying (O Imortal), The Tainted (O Contaminado), The Dark Marshal (O Marechal das Trevas), The Shadow Lord (O Senhor das Sombras), The Betrayer (O Traidor), The Dwimmerlaik (?), e The Knight of Umbar (O Cavaleiro da Umbra).
A razão que fez Sauron ganhar uma "apoio" tão forte entre os homens do Oriente e do Sul foi, provavelmente, através dos esforços dos Espectros do Anel. Desta forma, seu plano para os Anéis de Poder foi, pelo menos, parcialmente bem-sucedido.



"Eles já foram homens. Grandes reis dos Homens. Então Sauron, o Enganador, lhes deu nove anéis do poder. Cegos pela sua ganância, que os levou, sem dúvida. Um por um eles cairam na escuridão. Eles são agora os Nazgûl. Espectros do Anel, nem vivos e nem mortos."
— Aragorn


"Não fique entre o Nazgûl e sua presa!"
— Rei bruxo de Angmar (lider dos Nazgûl)

brunnatice201293 | Espectros do anel

ARMAS DOS ANÕES


As armas abaixo são criações do povo anão para combater as principais ameaças que os afligem, como os orcs e dragões. Elas foram baseadas nas encontradas no Livro do Jogador de D&D 3,5 e noLivro Completo do Guerreiro, também de D&D 3,5.
Estas armas somente poderão ser compradas em redutos anões e nas suas principais cidades, dificilmente um anão venderia ou daria uma arma deste tipo a alguém não pertencente a sua raça, principalmente se for um elfo.
Qualquer personagem de raça diferente das dos Anões sofre uma penalidade de -4 ao tentar utilizar uma arma deste tipo.



Machado de Guerra Anão: Um machado de guerra anão é muito grande para ser usado com uma única mão sem um treinamento especial; por isso os Anões desde jovens treinam o seu uso. Um personagem de tamanho Médio é capaz de utilizar um machado de guerra anão com as duas mãos. Um personagem Grande será capaz de empunhá-lo como uma única mão. Os anões podem usar o machado de guerra anão com uma ou duas mãos sem qualquer penalidade.

Urgrosh Anão: Um urgrosh anão é uma arma dupla. O personagem será capaz de lutar como se estivesse empunhando duas armas, mas sofrerá todas as penalidades normais associadas a combater com duas armas. A extremidade do machado do urgrosh é uma arma cortante que causa 1d6+4 pontos de dano. A extremidade da lança é uma arma perfurante que causa 1d6 pontos de dano. O personagem pode usar qualquer lado como arma primária. A outra será a arma da mão inábil. A criatura que empunhar um urgrosh anão em uma única mão não conseguirá usá-lo como uma arma dupla – somente uma extremidade da arma será utilizada para atacar naquela rodada.


Se o personagem estiver usando uma ação preparada contra uma Investida, ele causa o dobro do dano se obtiver sucesso contra o atacante, mas ele precisará utilizar a extremidade da lança nessa manobra. Um urgrosh também é chamado de lança-machado.
Machado Broquel: O machado broquel parece com um escudo normal, mas as bordas dele são bastante afiadas, permitindo que o seu usuário utilize-o como um machado. Ela é uma arma bastante eficiente para ser usada na mão inábil, como arma secundária.
Seta Perfurante: São setas para bestas, mas sua ponta em formato especial é capaz de perfurar a maioria das armaduras dos orcs. Ela ignora 2 pontos de armadura quando atinge um alvo protegido por qualquer tipo de armadura.
Machado Múltiplo: Eles são peças raras, caras e altamente mortais. Consiste eu um machado com diversas lâminas postas lado a lado em um cabo de formato cilíndrico e longo. Somente conseguem empunha-lo personagens com força 12 ou superior. Eles são armas de duas mãos.

Os Belos Elfos


Os Elfos são descritos como altos e belos, parecidos com os Valar, só que menores em estatura e poder, e são imortais, pelos menos enquanto o Mundo, chamado Arda, existir. Não envelhecem nem adoecem, e se forem mortalmente feridos ou se sofrerem um grande desgosto seu corpo morre, mas seu espírito sobrevive sendo então enviado para as Mansões de Mandos onde permanece até poder reencarnar, em um corpo idêntico e com as mesmas lembranças.


 Um direito que os elfos têm é o de ir, se assim desejarem, para Valinor, no continente sagrado de Aman, destino esse vedado aos mortais.
Os primeiros elfos teriam surgido em Cuiviénen, no extremo Oeste da Terra Média, longas Eras antes da ascensão do Sol ou da Lua, no tempo em que as Duas Árvores ainda brilhavam. Foram inicialmente vistos por Oromë, mas viram primeiro as estrelas e por isso reverenciam Varda Elentári acima de todos os outros Valar. Convidados pelos Valar a juntarem-se-lhes no Reino Abençoado, os elfos empreenderam um longa viagem desde Cuiviénen até à costa oeste da Terra-média.



Os elfos têm uma longa história de diásporas, durante as quais adquiriram características (especialmente culturais) próprias. Está listado abaixo uma lista resumida das divisões dos elfos, feita a partir do livro O Silmarillion.


Quendi
Termo élfico original para todos os Elfos, com o significado de "Aqueles Que Falam Com Vozes"; pois quando despertaram às margens de Cuiviénen, já cantavam antes mesmo de saberem falar.


Eldar
De acordo com as lendas élficas, o nome Eldar, Povo das Estrelas, foi dado a todos os Elfos pelo Vala Oromë. Entretanto, ele veio a ser usado em referência apenas aos elfos das Três Famílias (Vanyar, Noldor e Teleri) que iniciaram a Grande Marcha para o Oeste, à exceção dos Avari. Os elfos de Aman, e todos os elfos que um dia moraram em Aman, eram chamados de Tareldar "Altos-elfos" e de Calaquendi "Elfos-da-luz".


As Três Famílias

As Três Famílias eram
Vanyar: A primeira leva dos Eldar na Marcha para o Oeste a partir de Cuiviénen, liderada por Ingwë o Rei Supremo de Todos os Elfos. O nome Vanyar (do singular Vanya) significa "Louros", referindo-se aos cabelos dourados dos Vanyar; tinham olhos azuis e eram considerados os mais belos. Eram os maiores poetas dos povos élficos, e aprenderam muito com Manwë e Varda e eram muito amados por eles.
Noldor: Os elfos-profundos, a segunda leva dos Eldar na viagem para o Oeste, liderados por Finwë. O nome (quenya noldo, sindarin golodh) significa "Sábios" (no sentido de possuidores de conhecimento, não providos de sagacidade ou de sólido discernimento). São os mais sábios e habilidosos entre os elfos; seus cabelos eram negros e seus olhos cinzentos. E aprenderam muito com Aulë.

elfos-na-floresta

Teleri: A terceira e mais numerosa das três levas de Eldar na viagem para o Oeste, liderada por Elwë (Thingol) e seu irmão Olwë. O nome que usavam para si mesmos era Lindar "Os Cantores"; o nome Teleri "Os Últimos", foi-lhes dado por aqueles que estavam adiante deles na Marcha. Muitos dos Teleri não deixaram a Terra-média; os Sindar e os Nandor eram elfos de origem Teleri. Eles são morenos, de olhos cinzentos e cabelos prateados. Aprenderam muito com Ossë, que lhes ensinava a arte da fabricação de barcos, e também canções sobre o Mar.


Moriquendi
No idioma de Aman, todos os elfos que não cruzaram o Grande Mar eram elfos-escuros, ou seja, Moriquendi. No entanto, no período do Exílio dos Noldor, o termo era usado com frequência para designar os elfos da Terra-média que não fossem Noldor nem Sindar e é, portanto, praticamente equivalente a Avari e Úmanyar.


Avari
Significa "Os Relutantes"; nome dado a todos os elfos que não quiseram se unir à marcha para o Oeste a partir de Cuiviénen.(leia mais sobre a origem dos Orcs).


Úmanyar
Nome dado àqueles elfos que partiram na viagem para o Oeste a partir de Cuiviénen, mas não chegarama Aman. Seu nome significa "Aqueles Não de Aman", em comparação com Amanyar "Aqueles de Aman, os Eldar. Os Úmanyar estão incluídos na classe dos Moriquendi, mas não incluem os Avari.


Eglath: "O Povo Abandonado". De origem Telerin, eles ficaram na Terra-média a procura de Elwë enquanto os outros iam a Valinor.
Sindar: "Os Elfos-cinzentos". São todos os elfos Telerin que os Noldor encontraram em Beleriand à exceção dos Laiquendi.
Nandor: "Os Que Dão Meia-volta". Elfos de origem Telerin, que não quiseram atravessar as Montanhas Nevoentas.
Laiquendi: "Elfos-verdes". Atravessaram as Montanhas Azuis e foram morar em Ossiriand.
Elfos Silvestres: Permaneceram no Vale do Anduin e na Grande Floresta Verde.

Montanha da Perdição

Localizado no centro da terra de Mordor, foi o local onde o Um Anel foi forjado pelo Senhor do Escuro, Sauron, e representa o fim da aventura de Frodo Bolseiro para destruir o Anel, aventura esta relatada em O Senhor dos Anéis.
Orodruin é o nome em Sindarin para Montanha de Fogo. O nome equivalente em Sindarin para Montanha da Perdição é Amon Amarth, que significa literalmente Montanha do Destino.
Quando Sauron começou a procurar por um local de moradia na Terra-média durante a Segunda Era, ele foi diretamente para Mordor, especialmente atraído pela montanha, cujo poder ele queria usar em seu favor. Portanto construiu em redor da montanha o seu reino e "usou o fogo que jorrava do coração da terra em seus feitiços e forjas". A mais famosa criação de Sauron em Orodruin foi o Um Anel, forjado nas Fendas da Perdição, Sammath Naur, um abismo dentro da montanha. Em O Senhor dos Anéis consta que o material do qual foi feito o anel era tão durável e os encantamentos que o protegiam tão poderosos que somente nas Fendas da Perdição ele poderia ser desfeito.
Diz-se que a Montanha da Perdição era mais que um vulcão comum, já que Sauron o comanda e enquanto esteve ausente, o Vulcão adormeceu, voltando à ativa quando do seu retorno. Sua atividade também aparenta estar ligada com o poder de Sauron. Quando ele é derrotado, no fim da Terceira Era, o vulcão entra violentamente em erupção e logo depois adormece permanentemente.


A lí­ngua secreta dos Anões


História Interna
No segundo capítulo do Silmarillion aprendemos que no momento da criação dos Anões por Aulë, já existia uma linguagem preparada pelas eles. Foi o próprio Aulë que a criou e a ensinou aos sete pais dos Anões. Esse idioma era chamado Khuzdul, e nele os Anões chamaram a si mesmos de Khazâd [que no singular poderia ser algo como Khuzd]. Mas não foi permitido a Aulë que seus filhos despertassem antes dos Elfos, e portando os pais dos Anões foram escondidos sob uma distante montanha da Terra Média por muitas Eras.  
Quando finalmente os Elfos despertaram, os sete pais dos Anões se moveram e a câmara de pedra onde estavam se quebrou. Eles ficaram cheios de temor ao sair e ver o mundo pela primeira vez, mas o primeiro contato entre os Anões e os Elfos só ocorreu muito depois do despertar de ambas as raças. Os Anões se orgulham por sua língua ainda ser compreendia por todos os seus parentes da Terra Média, pois quase não sofreu alterações com o passar das Eras. Como disseram eles: "comparar o Khuzdul com a línguas élficas ou a dos homens é como comparar o desgaste da pedra com o derreter da neve". Pengolodh comenta: "a tradição da língua criada por Aulë é tão grande que os Anões não lhe faziam mudanças substanciais, mas um idioma paralelo criado por eles chamado Iglishmêk era mais mutável".
O Khuzdul era guardado como um segredo dos Anões, e foram muito poucas as pessoas fora da sua raça a quem ele tenha sido ensinado. Teorias dizem que eles sentiam que o Khuzdul pertencia a sua própria raça, e que nenhum outro povo tinha o direito de falar seu idioma. Quando havia a necessidade de se comunicar [quase sempre por motivo de comércio] os eram os Anões que aprendiam o idioma dos vizinhos. Mais tarde algumas antigas histórias disseram que em Valinor Aulë tinha se afeiçoado a Fëanor e lhe ensinado o idioma secreto dos Anões, mas Fëanor nunca foi visto se expressando em Khuzdul e esses boatos continuam apenas como lendas.


Os Elfos da Terra Média nunca se interessaram muito pelos Anões e nem pensaram am aprender o Khuzdul, sendo assim não podiam entender nem uma única palavra da língua dos Naugrim [anões]. Para os ouvidos dos elfos esse idioma era áspero e duro, sem qualidade musical e seco como o vento do deserto. É claro que isso não é totalmente verdadeiro, mas sem dúvida o Khuzdul era menos belo e elaborado que o Quenya ou o Sindarin.
Uma das raras ocasiões em Khuzdul entraram primeiro em Beleriand, e uma amizade especial surgiu entre as duas raças… isso porque os homens como cavaleiros experientes podiam oferecer aos Anões ajuda e proteção contra os orcs. Embora os homens tenham sido instruídos no Khuzdul, o aprendizado foi difícil. Aprendiam principalmente palavras isoladas, muitas das quais acabaram adaptando no seu próprio idioma. Nisso parece que o Khuzdul influenciou a estrutura básica do idioma de Númenor, o Adûnaic, onde várias palavras guardam semelhança com o idioma dos anões.
Dos poucos elfos que se interessaram pelo Khuzdul o maior foi Curufin, sendo também o único dos Noldor a ganhar amizade dos Naugrim. Foi dele que os antigos mestres de lendas obtiveram seus parcos conhecimentos do Khuzdul, e pelo menos uma palavra deste idioma foi utilizada em Sindarin: "kheled" que significa "copo". No Quenya a palavra "Khazâd" foi adaptada para "Casar", e no Sindarin como Hadhod [os anões foram chamados Hadhodrim]. Reciprocamente os anões podem ter pego do Sindarin a palavra "kibil" que significa "prata" e pode ter sido descoberta com a ajuda dos elfos cinzentos.
Na segunda Era, os Anões relutantemente instruíram alguns mestres de lendas élficos no Khuzdul, eles aprenderem sobre o interesse puramente estudioso dos Noldor em seu idioma e permitiram que aprendessem parte dele, e a alguns dos mestres de lendas posteriores a esses foi permitido um aprendizado mais profundo. Foram estes elfos que nas Eras que se seguiram contiveram a arrogância de seus irmãos em relação aos Anões e ajudaram a manter o contato entre as duas raças.


Em um ponto porém, os Anões sempre foram extremamente reservados. Por razões que os Elfos e Homens nunca entenderam eles não revelavam nenhum nome pessoal a pessoas de outra família, nem mesmo depois de dominarem a arte de escrever. Eles tinham nomes públicos pelos quais poderiam ser conhecidos entre seus aliados, mas seu nomes verdadeiros, em Khuzdul, eram secretos. Conseqüentemente os nomes Balin e Fundin que aparecem em um contexto de Khuzdul na laje em cima da tumba de Balin não são em Khuzdul. Eles são nomes substitutos que Balin e seu pai Fundin usaram enquanto não-anões estavam presentes.
No Silmarillion aparece um Anão chamado Azaghâl, o Senhor de Belegost. Este sem dúvida é um título que foi utilizado no lugar de seu nome verdadeiro, provavelmente significa "o guerreiro" sendo relacionado ao verbo Númeroneano "azgarâ" que significa "guerra". Também há o nome de Gamil Zirak, um anão-ferreiro de Nogrod. Acredita-se que esse também é um nome alternativo para ocultar seu nome verdadeiro, mas outros dizer ser este seu nome em Khuzdul que para seu grande e duradouro pesar foi descoberto por não-anões. Mas ocorreu pelo menos um caso em que um Anão revelou seu nome verdadeiro, no Silmarillion Túrin captura o Anão Mîn, que não apenas revela seu verdadeiro nome mas também o dos seus filhos Khîm e Ibun.


Os Anões não sentiram que era algo impróprio revelar nomes de lugares. Gimli por sua próprio iniciativa revelou a Companhia do Anel os nomes em Khuzdûl de diversos locais e da própria Moria: "Eu sei os nomes deles, Khazad-dûm, lá está Barazinbar, e além dele Silvertine que nós chamamos Zirakzigil…" Eles não ficavam ofendidos se outros povos soubessem alguns nomes e expressões em Khuzdul. Quando Gimli veio a Lórien, ainda zangado por ter sido vendado pelos Elfos Galadriel disse a ele: "Escura é a água de Kheled-zâram, e frias são as fontes de Kibil-nâla, e grandes são os muitos pilares e corredores de Khazad-dûm em dias mais velhos que o outono e de Reis mais poderosos que viveram debaixo da pedra. Gimli ouvindo os nomes pronunciados em sua própria língua observou os olhos de Galadriel, e lá encontrou amor. Então ele sorriu em resposta. Assim Gimli percebeu que o uso de Galadriel do Khuzdul foi um gesto amigável.
Na primeira Era, Mîn se referiu a montanha onde vivia como: "Amon Rûdh é
aquela montanha, isso desde que os Elfos mudaram todos os nomes." – sugerindo que isto o irritou. 
História Externa  
Relativo ao Khuzdul: Não existem informações precisas sobre a criação do idioma dos anões, mas Tolkien declarou que esta língua foi esboçada com poucos detalhes e contando com um vocabulário muito pequeno. Tolkien sempre se inspirava em uma língua já existente para criar uma outra a ser usada nas suas histórias. O Khuzdul foi utilizado para criar os nomes Khazad-dûm e Gabilgathol ainda muito cedo, nos primeiros esboços de O Silmarilion. No inicio a montanha dos anões foi chamada de Khuzûd, e depois a palavra foi modificada para Khazad. O nome de Khazad-dûm foi dado primeiro a cidadela de Nogrod, e não a Moria. É interessante notar que Nogrod já existia neste momento da criação da história.

Os Magos Azuis


Numa carta, Tolkien diz que os magos foram para o Leste, e provavelmente falharam em sua missão, talvez começando cultos mágicos. Num outro texto publicado (Os Povos da Terra-média), nomes alternativos são dados: Morinehtar e Rómestámo. Não é claro se esses nomes pretendiam substituir Alatar e Pallando, ou se eram seus segundo nomes. Dizem que não chegaram na Terceira Era, e sim na Segunda, por volta do ano 1600, o tempo da Forja do Um Anel. Apesar disso, sua missão ainda é no Leste, para enfraquecer as hostes de Sauron, e foi aí que falharam; talvez eles tivessem um papel principal nas vitórias no Oeste nos finais da Segunda e Terceira Era. Ao mesmo tempo, Tolkien considerou a possibilidade de que Glorfindel tenha voltado à Terra-média junto com os Magos Azuis.


Os Magos Azuis eram, como é dedutível de todos na Ordem dos Istari, Maiar. Aparentemente eram ambos criados de Oromë, mas é afirmado em Contos Inacabados que Pallando foi integrado às hostes de Oromë posteriormente, e que antes dessa versão final teria alguma relação com Mandos e Nienna. Alatar sempre esteve junto a Oromë e foi indicado por ele para integrar os Maiar a serem enviados à Terra-média.Também é dito por Tolkien em uma de suas cartas que por ser um grande amigo de Pallando,Alatar era servo de Mandos(Námo),e outros afirmam ainda que Alatar foi a Terra-Média por insistência de Mandos e não de Oromë.
Como a maioria dos nomes nos trabalhos de Tolkien, os nomes dos Magos Azuis são relevantes. O nome Rómestámo significa Ajudante – do – Leste, vindo do Quenya romen, que significa motim, nascer – do – sol, leste. Aqui, Rómestámo incorpora não só a relação com o Leste da Terra-média, mas também sua missão lá: encorajar motins e rebeliões contra Sauron. Do mesmo modo, ‘’Pallando’’ pode derivar do Quenya palan, que significa “longe” e “largo”.

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A Torre de Amon Sûl

A Torre de Amon Sûl se situa no cimo do Topo do Vento, o mais alto dos
Montes do Tempo, perto da Grande Estrada Este, em Eriador. Foi
construída por Elendil em 3220 da Segunda Era, no ano que se seguiu à
sua chegada à Terra-Média, após a Queda de Númenor. Foi erguida para
servir de posto de vigia, alertando os reinos do norte caso as forças
do inimigo voltassem a dar sinal de vida. Apesar de alta e imponente no
seu auge, na época da Guerra do Anel tudo o que restava eram ruínas -
resultado de séculos e séculos de guerras com Sauron.

 

Na Torre foi colocado um dos sete palantíri que Elendil trouxe de
Númenor, e foram distribuídos pelos seus dois reinos, Arnor e Gondor. O
palantir de Amon Sûl era o maior e mais poderoso dos no norte, e era
através dele que o rei comunicava com Gondor. Era mantido numa mesa
redonda no topo da fortaleza, com uma depressão côncava no centro onde
o palantir era posto.
Conta-se que, durante os tempos da Última Aliança, Elendil ficava lá,
olhando para Oeste e esperando a chegada dos exércitos de Gil-Galad
para marchar com eles até Mordor.


Durante a Terceira Era, Arnor foi abalada por uma guerra civil e
dividida em três reinos – Arthedain, Cardolan e Rhudaur. Arthedain
reclamou a posse da Torre e do palantir, colocando lá uma guarda para
vigiar o lugar. Durante vários anos houve conflito entre os três reinos
pela posse de Amon Sûl.
Em 1359, o rei Argeleb I de Arthedain morreu a defender os Montes do
Tempo de um assalto de Rhudaur, que era na altura governado por um
homem dos montes ao serviço do Rei Bruxo de Angmar. O filho de Argeleb,
Arveleg I, afastou os invasores e defendeu os montes por muitos anos,
até que em 1409 o Cume do Tempo foi cercado por uma grande hoste de
Angmar, que matou Arveleg e devastou e queimou a Torre de Amon Sûl. O
palantir foi salvo pelos exércitos de Arthedain, mas viria a ser
perdido no mar mais tarde.
Com o passar dos anos, o tempo e o abandono começaram a exercer o seu
efeito sobre o local, já arruinado. O anel de pedras que outrora
constituíra a fundação da Torre caiu e elas foram cobertas por grama.


Amon Sûl apenas voltaria a desempenhar um papel relevante anos mais
tarde, no final da Terceira Era. Em 3018, ao ser perseguido pelos
Nazgûl, os servos de Sauron, o feiticeiro Gandalf procurou refugiu nas
ruínas da fortaleza. Foi ainda assim atacado pelos Espectros, e houve
uma grande batalha, como há muito não se via no Topo do Vento. Gandalf
manteve os Nazgûl afastados graças às suas chamas e luzes, até que
conseguiu escapar ao amanhecer – deixando antes disso uma mensagem no
centro do monte, um G rúnico e três cortes numa pedra, indicando que
tinha estado ali a 3 de Outubro.


Quando o Frodo, o Portador do Anel, lá passou três dias mais tarde,
guiado por Aragorn dos Dunédain, foi atacado por cinco Nazgûl, que o
feriram gravemente antes de retirarem e Aragorn fugir com os Hobbits.
"Um Anel para a todos governar, Um Anel para encontrá-los,Um Anel para a todos trazer e na escuridão aprisioná-los..."






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